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Violência e Pornografia na TV
11/2/2002

Paris - “Fiz da luta contra a violência na televisão meu cavalo de batalha”, diz Hervé Bourges, presidente do Conselho Superior de Audiovisual (CSA) da França.

Novos acordos para renovação das concessões de canais televisão, que entraram em vigor a partir de 15 de novembro de 2001, obrigam as emissoras a elaborar um código de informação ao público, em matéria de violência, erotismo e pornografia.No Brasil, as coisas estão sem nenhum controle. Você tem cenas de sexo a qualquer hora do dia ou da noite. E de lambuja, às tardes de domingo, assiste a uma competição de boçalidade e erotismo, entre Gugu Liberato e Faustão, com shows de bumbuns, coxas e peitos. Uma pesquisa realizada pela revista Veja é assim anunciada: “Mostra com quantos tiros e cenas eróticas a televisão cria as crianças enquanto os pais acham tudo natural”. No corpo da matéria contabiliza uma semana no vídeo: 1.145 cenas de nudez; 276 relações sexuais; 72 palavrões; 707 brigas e facadas; 1.940 tiros.Você sabia que existe um organismo semelhante ao CSA francês no Brasil? Chama-se Conselho de Comunicação Social, criado pelo art. 224 da nossa Constituição, e regulamentado em lei de 1991. Por essa lei, ele deveria ter sido instalado até fevereiro de 1992, mas somente em junho de 2002 veio à luz, e ainda não está em pleno funcionamento. É que, no Congresso, a mídia manda mais que os parlamentares. Isso não é novidade.Mas o que eu gostaria de saber é o seguinte: você assiste (ou melhor, consome) a esse lixo todo? Seus filhos consomem? Ou você está cansado ou ausente demais para controlar este aspecto de “menor importância” da vida familiar? Já pensou se todos os evangélicos brasileiros parassem de ver pornografia na TV? O que aconteceria? E se escrevêssemos cartas às emissoras protestando? Milhares de cartas? Milhões!?

Mas deixa isso para lá, que vai começar meu programa "predileto": "Big Brother Brasil".