Minhas Confissões
 
1 de dezembro de 2006
 
Aqui está o cânon Tua Bênção, em sua versão produzida. Arranjo e voz do Toninho Zemuner. Se você se animar a cantá-la em sua igreja, fale comigo que lhe envio a partitura, ou as cifras para violão.
Creio que não compreendemos adequadamente o significado e o poder da bênção. O que chegamos a intuir é que a maldição deve ser evitada. Tememos a maldição, sem compreender bem por que. Mas a bênção, essa nós a tomamos como palavras bondosas, apenas.
Nas escrituras, descobrimos que houve gente que matou e morreu por ela. Houve quem jurasse, trapaceasse, mentisse e roubasse por ela. Houve quem a buscasse desesperadamente tanto em Deus quanto em seu pai. Houve quem definhasse na vida, por não tê-la obtido.
Se a falta da bênção paterna é matéria para psicólogo nenhum desprezar, sua negação, por um pai (ou uma mãe), transforma-se em matéria de clínica psiquiátrica.
Acompanhei amigos de infância que passaram a vida à busca da bênção de seu pai. E este, por maldade ou ignorância, não foi capaz de dá-la, até morrer. Nos filmes românticos, ela vem como clímax do enredo. No seu leito de morte, o pai, brigado com o filho por toda a vida, chama-o, abençoa-o e morre.  E o filho agora tem condições de cuidar dos seus.
O que sabemos sobre esse tão grave e profundo assunto? Muito pouco. Talvez porque não tenhamos percebido, adequadamente, seu papel nas relações de paternidade e filiação. Acho que valeria a pena um aprofundamento. Por enquanto, fique com a música. Tua Bênção.