Minhas Confissões
 
18 de agosto de 2006
 
Continuamos em clima de dia dos pais. Só que agora gostaria de mostrar uma música sobre outro tipo de filho: o filho da alma.
Há três anos, cheguei para a minha igreja e disse: "oferece-se um pai de segunda mão. Um pouco antigo e usado, mas em perfeito estado de conservação. Procuram-se filhos. Não se olham os dentes. A proposta é de iniciarmos uma nova tentativa, tanto de paternidade quanto de filiação. Quem sabe nos haveremos melhor nesta segunda chance?"
Sabe o que aconteceu? Apareceram vários pretendentes ao cargo. A maioria composta de pais e mães. Passamos a nos reunir semanalmente para cantar, contar e orar. Primeiro encontro, primeira descoberta: também quero ser filho. Com a paciência dos demais, acomodei-me como pai-filho de filhos-pais. Fiquei confortável.
Semana entra, semana sai, vamos nos ajudando a discernir nossas vidas, orientados pela Palavra.  Ajudamo-nos a nos olhar no espelho e enxergar o que precisa ser visto. E quando chegamos a vislumbres de nós mesmos, então buscamos o Pai de todos, pois o que vemos são desafios maiores do que nossas forças. De todo modo, eu acho que somos bem-aventurados, pois choramos muito, mas somos muito consolados.
E eu, aos pouquinhos, gemendo como carro de boi, vou aprendendo minha lição mais difícil: rir com os que riem e a chorar com os que choram. Ouça Filhos da Alma. É uma oração. São minhas a letra e a música. Produção e voz do Toninho Zemuner.