Se no boletim anterior lhe apresentei um "canto da noite", uma canção de esperança, para ser entoada pela fé, em plena escuridão das provações, neste, apresento-lhe um "canto do vale", para ser cantado nos momentos mais incertos da vida, chamados, pelo salmista, de "vale da sombra da morte".
Subindo o diapasão, já não entoamos apenas de um cântico de esperança, mas também de segurança. Aquela segurança que só é possível àquele que sabe em quem tem crido. Mais ainda: um cântico que celebra o descanso da entrega. Embora ele fale de confiança inabalável e de fé provada, sua tônica, a meu ver, é o descanso.
A idéia central é de pastos verdejantes, nos quais a ovelha pode comer, beber e repousar, sem preocupações nem medos, pois seu pastor está por perto para tudo providenciar. Essa certeza e despreocupação é levada às últimas conseqüências, quando se concebem situações de angústia e perda. E mesmo nesses momentos, a ovelha diz que "não temerei mal algum; a tua vara e o teu cajado me consolam".
Você verá que se trata de um cântico bem simples. Singelo, até. A beleza está em sua mensagem. Mas não quero menosprezar a versão em quatro vozes, que apresentarei na semana que vem. Por hora, conto com sua paciência para com meus modestos aprendizados de arranjador, nos idos de 2000. Comecei no piano e, no computador, acrescentei alguns elementos, para disfarçar a técnica precária. A voz também é a original. Gravei tudo junto; tocando e cantando, ao mesmo tempo, com um gravadorzinho de fita cassete. Recentemente, digitalizei.
Se você se comportar, na semana que vem retorno com o já conhecido Quarteto Zemuner. Promete?